Atleta paralímpica precisa de ajuda para continuar carreira

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26/05/2016 - São Paulo, Brasil, Regional das Américas de Esgrima em Cadeira de Rodas - Novotel SP Center Norte - Florete feminino A - Mônica Santos campeã. ©Marcio Rodrigues/MPIX/CPB
Foto: Site Grêmio Náutico União

Desde outubro de 2010, a atleta Mônica Santos, 34 anos, integra a seleção brasileira de esgrima. Em 2015, no Regional das Américas no Canadá, conquistou a primeira medalha de ouro da esgrima paralímpica feminina em competições internacionais. Mônica possui o diagnóstico de uma doença raríssima denominada angioma espinhal, trata-se de uma lesão que pressiona a medula e se manifesta com a interrupção do fluxo menstrual. Tudo começou em 2002, quando Mônica começou a sentir sensibilidade dos membros inferiores, mas com o passar do tempo a situação foi se agravando. Em meio a preocupação de seu diagnóstico recebeu uma notícia inesperada, estava grávida. Contudo, os médicos ainda não haviam descoberto o motivo que estava fazendo com que Mônica perdesse os movimentos cada vez mais gradativos de seu corpo. 

Quando descobriu o diagnóstico Mônica estava diante do maior dilema de sua vida. Teria que interromper a gestação para realizar uma cirurgia de retirada do angioma, a qual lhe daria a possibilidade de andar novamente ou seguir com a gestação e correr o risco de ficar tetraplégica, ou com chances mínimas de paraplegia. Diante da situação apresentada pelos médicos, Mônica não hesitou, resolveu seguir com a gestação, “se Deus havia me abençoado com aquela criança, eu iria até o fim”, declarou ela. Mônica se tornou um exemplo de superação, com mais de 30 medalhas conquistadas em campeonatos nacionais e internacionais, já teve sua história exibida em rede nacional no programa Esporte Espetacular e Fantástico transmitido pela rede Globo, também participou do evento oficial de abertura dos jogos paralímpicos no Rio em 2016, além de ter sua história exibida durante o evento oficial da abertura das paralimpíadas no Rio 2016.

Mônica Santos percorreu uma longa caminhada até se tornar a atleta medalhista que atualmente representa o Brasil na Esgrima das Paralimpíadas. E, apesar de já ter superado muitas adversidades, ela ainda enfrenta alguns desafios para conseguir se manter no esporte, uma vez que, mesmo representando a equipe brasileira, não recebe nenhum tipo de auxílio financeiro. As despesas da atleta para treinar três vezes por semana em Porto Alegre custam R$3.000,00, incluso combustível, pedágio e alimentação. Porém, para fazer a pontuação no ranking e ter a chance de ser convocada para sua segunda paralimpíada, ela precisará intensificar seus treinos em 2018 e fazer parte da agenda de competições nacionais e internacionais, elevando o custo mensal para R$6.000,00.

Doações

Para ajudar Mônica a continuar a realização deste sonho, doações financeiras podem ser feitas através do crowdfunding, uma espécie de “vaquinha virtual”, ou seja, uma forma de levantar dinheiro via investimento coletivo por meio de uma plataforma online.

Para doações acesse o link: https://www.padrim.com.br/projetoelasnodiva